Eu gosto do impossível, tenho medo do provável, dou
risada do ridículo e choro porque tenho
vontade, mas nem sempre tenho motivo.
Tenho um sorriso confiante que as vezes não demonstra
o tanto de insegurança por trás dele.
Sou inconstante e talvez imprevisível.
Não gosto de rotina. Eu amo de verdade aqueles pra quem eu digo isso, e me irrito de
forma inexplicável quando não botam
fé nas minhas palavras.
Nem sempre coloco em prática
aquilo que eu julgo certo.
São poucas as pessoas pra quem eu me explico...
“O domingo tá acabando — já é tarde — amanhã a gente começa de novo. Eu me sinto às vezes tão frágil, queria me debruçar em alguém, em alguma coisa. Alguma segurança. Invento estorinhas para mim mesmo, o tempo todo, me conformo, me dou força. Mas a sensação de estar sozinho não me larga.”
“Eu sou como um rio que ninguém quer navegar, moço. Todos olham de longe, acampam em volta por uns dias, mas ninguém entra, ninguém olha o que há através da superfície. Ninguém quer saber o que a minha água esconde.”